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Quarta, 21 Maio 2008 23:55

Cervejas em garrafas PET

Justiça proíbe venda de cervjas em embalagens Pet
Várzea Grande, 05/2008 . Da Redação

A Justiça Federal proibiu que a indústria de cerveja produza cerveja ou chopp em PET, confirmando uma liminar de 2003, na Ação Civil Pública movida pelo Procurador da República em Marilia, Dr. Jefferson Aparecido Dias. A decisão foi publicada na véspera do feriado de 1º de maio.
Biólogo e coordenador do Movimento PET Consciente, Marcelo Novaes, acredita que a decisão é uma vitória do Meio Ambiente, já que permitir a produção de cerveja em PET provocaria um caos ambiental, com o despejo de mais de 9 bilhões de garrafas PET em lixos e aterros, sem tratamento adequado. “Ficamos vulneráveis sem uma lei que obrigue as empresas a cuidar do lixo gerado depois do consumo dos seus produtos”, diz.


De acordo com a decisão , a Cervejaria Belco fica impedida de continuar produzindo cerveja e chopp em PET, e terá que discutir pagamento de multa de R$ 100 mil por dia, podendo ainda ter que responder inquérito criminal e ter sua linha de produção lacrada pelo Ministério da Agricultura.
Metade das embalagens PET produzidas no país, cerca de 200 toneladas, acaba no mar, nos rios, lagos, córregos e lixões. Em 2005, no Rio de Janeiro, os plásticos correspondiam em média 32,7% em peso do lixo urbano. Na coleta Seletiva, o PET representa em média 31% dos plásticos recicláveis.
Em São Paulo, as garrafas PET representam 14,8% do lixo produzido, de acordo com a Limpurb. Apesar desse índice alto, menor apenas que detritos orgânicos, a maior parte dessas embalagens não chega aos aterros, elas se perdem e acabam poluindo ainda mais o rio Tietê.
“Produzir um mar de embalagens não retornáveis num país que ainda não tem uma estrutura de reciclagem preparada para tal, não pode ser o modelo de desenvolvimento com sustentabilidade desejado por todos nós”, alerta Novaes.

As garrafas que não seguem para reciclagem – 49% do total produzido - terminam em lixões, nas ruas, terrenos baldios, praias e rios, entre outros. O professor Sabetai Calderoni (USP), diretor presidente do Instituto Brasil Ambiente explica que durante as chuvas, as PETs são causadoras do entupimento de bueiros, provocando enchentes e danos graves à população. “Infelizmente nem sempre há o escoamento devido para as garrafas de PET pós-consumo”, diz.

Renata Valt, engenheira química e autora do livro Ciclo da Vida de Embalagens para Bebidas no Brasil, explica que uma embalagem PET demora cerca de 100 anos para se decompor
.
Domingo, 25 Maio 2008 12:07

MobBier - Tv dos Vales



Reportagem da Tv dos Vales sobre cerveja artesanal com a participação da MobBier, a primeira cerveja artesanal do vale do aço. Parabéns galera!
Segunda, 26 Maio 2008 20:29

Comemoração de 1 ano da Smedgård

Os confrades "Dino", Daniel Draghenvaard e Paulo Patrus convidam para a comemoração de 1 ano da existência de sua cerveja. No dia 27 de maio de 2007 fizeram a primeira produção e não gostaríam de deixar a data passar em branco, portanto amanhã haverá bebemoração no Frei Tuck para celebrar o aniversário. A partir das 19h.

Frei Tuck Slow Beer - Av. do Contorno, 5757 - BH/MG



A primeira enquete de nosso site encerrou e pudemos confirmar que somos uma AcervA formada majoritariamente por jovens produtores e que tem tudo para no ano de 2008 triplicar ou até quadruplicar de tamanho. Aumentar nossa produção, propagar o conhecimento e celebrar as conquistas. Vamos que vamos!

A próxima enquete já se encontra no site (pode ser votada por 1 mês) e diz respeito a produção em litros dos associados. Vote!
Como bem lembrou Evandro Zanini na lista da ConfrariaBH, hoje é dia da cerveja, aniversário da Lei de pureza alemã de 1516 (Reinheitsgebot) e aniversário da Falke Bier.
Vamos comemorar!
Quinta, 24 Abril 2008 17:28

A revolta dos mestres caseiros

Ontem foi dia de comemorar, aniversário da Falke, Reinheitsgebot e dia da Cerveja...

Hoje é um novo dia e foi marcado pela notícia publicada no Caderno Paladar do Estadão referente a um trecho em especial no site da Ambev que afirma que as produções artesanais de cerveja geram produtos de qualidade inferior aos industriais.



http://www.ambev.com.br/soc_03.htm


Devido ao fato, as acervas carioca, paulista, mineira e gaúcha, não concordando com tal texto, uniram-se e redigiram uma carta de esclarecimento ao público, a fim de deixar claro que o texto estava em desacordo com a realidade, e que nossas cervejas são muito, mas muito melhores, que algumas de grandes cervejarias, mesmo estas contando com todo aparato tecnológico.

A carta na íntegra:

CARTA DE ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO APRECIADOR DE CERVEJA


As ACervAs (Associação de Cervejeiros Artesanais) Carioca, Paulista, Mineira e Gaúcha, entidades criadas por cervejeiros artesanais caseiros, sem fim econômico, que têm por objetivo a difusão da cultura cervejeira no país, vêm, por meio desta, prestar necessários esclarecimentos ao público consumidor de cerveja no Brasil, tendo em vista o texto veiculado pela AMBEV através de seu site, a respeito do que chama de “tentativas de produção doméstica de cerveja”.

O texto, que, dada a distância da realidade, certamente foi elaborado por profissionais alheios ao processo de produção do fermentado, diz o seguinte:

“Por tratar-se de produto elaborado a partir de produtos agrícolas, em tese, pode-se produzir cerveja de forma doméstica. A dificuldade para isso reside em conseguir equipamentos em pequena escala que permitam os controles de temperatura necessários ao processo, bem como equipamentos de filtração e manipulação do líquido em pequenos volumes que sejam estanques ao oxigênio (o oxigênio é o grande inimigo natural da cerveja, sendo responsável pela perda do frescor e deterioração do sabor do produto). Por essas razões, as tentativas de produção doméstica de cerveja até hoje proporcionaram um produto de qualidade muito inferior ao produzido pelas grandes indústrias.”

Certos de que, ao contrário de estabelecer concorrência à grande multinacional da cerveja, nossa missão difusora da cultura cervejeira é um forte fomentador do mercado de cervejas especiais, abrindo novos nichos a serem explorados, inclusive, – esperamos – pela própria AMBEV, nosso objetivo aqui é, como dito acima, prestar esclarecimentos ao público, sem, entretanto, deixarmos de nos contrapor com energia à equivocada informação contida no texto, uma vez que não corresponde à verdade a afirmativa de que não é possível produzir cerveja de qualidade em casa.

Como sabemos, a história da cerveja se confunde com a da humanidade, havendo registros de sua existência há mais de 6000 anos, durante os quais criou-se uma infinidade de estilos da bebida. A cerveja sempre foi uma bebida popular, acessível a quem se dispusesse a fazer em casa ou degustar os produtos elaborados em pequenas cervejarias. Seria mesmo de se estranhar que alguém pretendesse industrializar um produto de má qualidade. O desafio da industrialização é sempre o de produzir em larga escala com qualidade idêntica à do produto artesanal.

É verdade que o processo industrial, voltado para a produção em larguíssima escala, experimentou avanços tecnológicos impressionantes e indiscutíveis, permitindo-se a elaboração de milhares de hectolitros do produto, com qualidade semelhante ao do que se obtém a partir do extremamente cuidadoso processo artesanal. Entretanto, cervejas que surgiram na Idade Média estão aí até hoje, com qualidade indiscutível !

O mérito da industrialização com certeza não está num produto final com qualidade superior, mas na capacidade de produção em larga escala de um produto que, mesmo submetido a precários meios de transporte, temperaturas absolutamente inadequadas, incidência de luz e outros tantos promotores de oxidação, percorrendo longas distâncias, ainda chega ao copo do consumidor em condições de ser apreciado. A cerveja artesanal caseira, além de todo o cuidado e dedicação exclusiva do cervejeiro, ainda tem a vantagem imensa de não precisar ser à prova de tantos obstáculos, pois é consumida onde nasce: em casa. E sem aditivos ou conservantes químicos, que dispensa.

O texto confunde a evolução da produção industrial (cujo mérito reside no aspecto quantitativo) com a evolução da qualidade propriamente dita da cerveja. Todo e qualquer apreciador de cerveja percebe que a cada dia a qualidade das cervejas que consome vem decaindo, mesmo com todos os avanços tecnológicos obtidos e utilizados pelas grandes cervejarias, o que causa perplexidade. Quem não tem saudade da antiga Bohemia, da antiga Antarctica, ou de outras tantas, que, submetidas a uma produção cada vez maior, hoje em dia não são mais as mesmas?

Para a sorte da cerveja e de sua cultura, entretanto, na Europa e Estados Unidos, onde primeiro surgiram os grandes conglomerados industriais cervejeiros, há mais de 30 anos, iniciou-se o movimento denominado por The Craft Beer Renaissance (“O Renascimento da Cerveja Artesanal”), que culminou com o resgate de estilos de cervejas há muito esquecidos, como barley wine, rauchbier, doppelbock, porter, pale ale, entre outros, por exemplo. Assim, teve início o resgate da qualidade da cerveja e valorização de quem a faz, o cervejeiro, e com difusão livre de conhecimentos e experiências. Hoje, apenas nos Estados Unidos, conta-se com mais de 30 mil cervejeiros caseiros e quase 2 mil microcervejarias, que quebrando diversos paradigmas como o da cerveja “estupidamente gelada”, vêm impressionando o mundo, as grandes cervejarias, seus mestres-cervejeiros e os consumidores com a qualidade das suas cervejas, ensinando corretamente os consumidores sobre como apreciar e o que esperar de cada estilo de cerveja.

Com pequeno atraso, este movimento chegou no Brasil. Apesar da produção de cerveja caseira no país já existir faz muito tempo, somente em 2005 começamos a nos encontrar e organizar grupos estaduais para alimentar essa paixão. De lá pra cá, o grupo cresceu bastante e ganhou espaço na sociedade. Foram muitos cursos, encontros e grandes concursos, que contribuíram para sermos convidados a participar da última Brasil Brau, edição 2007, a maior feira de Tecnologia em Bebidas da América Latina, reunindo produtores de equipamentos para indústria cervejeira, maltarias e diversas cervejarias. Vale consignar que o estande da ACervA Carioca foi um dos mais procurados durante os três dias da feira, e que apenas nós servimos maior número de estilos de cervejas que todas as outras cervejarias presentes no evento juntas. Foram mais de 30 estilos de cerveja diferentes que fizeram enorme sucesso entre os presentes, muitos deles renomados mestres cervejeiros, donos de bares e estudiosos sobre cerveja.

Por fim, certos da qualidade de nossas cervejas, que vêm conquistando a todos que gostam da bebida, e inclusive vêm sendo produzidas por algumas microcervejarias, certos de que a inverdade publicada no site da AMBEV seja movida por ignorância apenas, convidamos os senhores diretores da citada empresa, comerciais, de marketing ou de qualquer outro setor, além dos mestres cervejeiros que já conhecem a qualidade das nossas cervejas, a virem conosco degustar maravilhosas cervejas caseiras, em local e data a serem definidos pela convidada, e após retificarem o equívoco contido no texto ora questionado.

Saúde !


A AMBEV respondeu através do mestre-cervejeiro Wilson Fornazier com a seguinte carta:

A AmBev reconhece a evolução e a qualidade das cervejas caseiras produzidas por vários membros da Associação de Cervejeiros Artesanais (ACervAs). É notável o avanço conquistado ao longo dos últimos anos e que tem permitido obter melhorias consistentes na qualidade e na variedade de cervejas produzidas artesanalmente.

A Associação de Cervejeiros Artesanais vem desempenhando um trabalho muito importante de qualidade e compatível com seu papel. Na verdade, consideramos a entidade como uma aliada no trabalho de divulgar, valorizar e fortalecer a cultura cervejeira no Brasil. Talvez o referido texto no site tenha sido interpretado de maneira equivocada, pois o que acreditamos é que existe uma ampla produção artesanal de cerveja no Brasil de alta qualidade.

O que pontuamos é que produtos domésticos, caseiros, feitos com equipamentos rudimentares e por pessoas que não conhecem a técnica acabam resultando em produtos de qualidade inferior na maioria das vezes, o que não é o caso dos produtos feitos artesanalmente pelos associados das Acervas. Já estamos providenciando a revisão do site para que não ocorram mal-entendidos.


Será que vão topar o convite? O site da Ambev ainda contém o trecho O trecho já foi retirado do site.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.
Quinta, 24 Abril 2008 18:31

Curso de Cerveja Caseira


Enviado por Marco Falcone

"Pessoal, para quem quer fabricar cerveja em casa, a Falke Bier tem o prazer de indicar um dos melhores cursos disponíveis, realizado no Restaurante Paladino, um fantástico restaurante fazenda dentro de Belo Horizonte. O professor cervejeiro, Danilo Mendes, criou um módulo bastante didático e o resultado é comprovadamente eficiente. Vale a pena."

São 3 dias de curso.
09/05 - Parte teorica. São 02 horas de bate papo sobre técnicas e detalhes sobre a produção caseira de cerveja. Deve começar às 19:00h.
10/05 - Acompanhamento da produção. De 09:00h às 17:00h (+/-)
17/05 - Engarrafamento da produção. Hora de falar sobre primming, maturação, armazenamento, técnicas de filtragem (gelatina/bentonita). (+/- 03 hrs)


Tel.: (31) 3447-6604

Av. Gildo Macedo Lacerda, 300
Braúnas - Belo horizonte - MG
AcervA Mineira começa hoje uma série de entrevistas com seus associados, para que os apreciadores de cerveja de todo Brasil e do mundo possam conhecer o perfil dos cervejeiros daqui, seus produtos, desejos e histórias. As pessoas por trás da cultura cervejeira em Minas Gerais.

E pra começar essa lista ilustre, o Presidente da Associação e multi premiado Romulo Greta:



Nome: Romulo Maia Gresta
Cidade: Belo Horizonte



Cervejas:
Chernobier - Belgiam Dark Strong Ale
La Roche Sarsgaard - Belgiam Blonde Ale
English Red Bus - Extra Special Bitter Ale
Tem uma Weiss que ainda não tem nome e até mês que vem pretendo fazer uma IPA e uma Trippel.

Prêmios

English Red Bus 2o lugar no 1o concurso mineiro Artesamalt
Chernobier 1o lugar escolha do público II BH Home Beer
Chernobier 3o lugar no concurso nacional da ACervA 2007


Quando começou a se interessar por cervejas especiais?
Nao gostava de cerveja pois so conhecia as industriais comuns. Um dia tomei a Guiness e ai a coisa mudou. Acho que foi por volta de 1998. Depois dela, Erdinger, Weihenstephan, Abot, Old Spacled...Descobri que a cerveja era uma bebida nobre, cheia de aromas e sabores, talvez mais complexa que o vinho.



Quando começou a produzir? Média mensal da produção?
Acho que comecei a produzir em abril de 2007. Fui fazendo testes participando de alguns concursos e conhecendo pessoas que conheciam muito sobre cerveja. Lendo livros e artigos, estudando bastante sobre o assunto. Ao mesmo tempo que aprendo rapido descubro que o assunto é inesgotavel.40L por mês ~e minha média mensal

Qual o maior prazer em produzir?

1o Poder mostrar para as pessoas que cerveja pode ser uma bebida nobre e complexa,
2o Vê-las apreciando ao invés de enchendo a cara.
3o Beber uma cerveja de qualidade internacional, fruto do meu trabalho e esforço.

Isso é impagável.

Como você evangeliza seus amigos quanto a uma cerveja de qualidade?
Na maioria das vezes mostro uma produção minha ou de algum dos associados.
É o mais impressionante, ver que cerveja de panela é TÃO saborosa. Mostro
também referências de estilos e principalmente mostro as cervejas produzidas
em micro empresas da região de Belo Horizonte. As pessoas SEMPRE ficam impressionadas.

O que deseja que AcervA faça por seus associados?
Desejo que a ACervA ajude os associados a fazer esta "catequisação". Que
ajude os associados a produzir e aprimorar suas técnicas.
Desejo que o monopólio de cervejas pilsen seja quebrado pela infinidade de
estilos existentes no mundo da cerveja e que talvez, grandes cervejarias
passem a produzir cervejas realmente fantásticas no nosso país e a preços
mais acessíveis.

Como contribui para a AcervA Mineira?
Além de ser o Presidente da AcervA Mineira e separar boa parte do meu tempo livre para ajudar esta associação a crescer, produzo minha cerveja com o maior carinho divulgando o nome da AcervA. Já ensinei varias pessoas a arte de fazer cerveja e já dei dicas para aqueles que estavam começando.

Incentivo todos a entrarem em nossa associação para que juntos possamos desenvolver e aprender mais rápido. Aos associados a participar de concursos, degustações e outros eventos que os exponha. Além diso, entro nestes concursos e por algumas vezes consegui levar o nome de Minas a boas colocações.

Planos futuros para sua cerveja
Pretendo abrir uma Microcervejaria em breve. O comércio local esta bem aberto para este tipo de consumo.

Sua cerveja vai bem com o que na gastronomia mineira?
Pra falar a verdade, do meu grupo, eu não sou o melhor harmonizador. Mas acredito que a Chernobier, por ser muito forte, daria certo com alguma coisa com carne de porco. Talvez uma costela ou um lombo à mineira.

Escolha uma cerveja para degustar que não seja a sua.
Pergunta dificil...são tantas opções. Mas acho que, pelo calor que está fazendo no momento, escolheria a "Wit Glück". Uma cerveja caseira, feita pelo Diego Aun, associado da ACervA Mineira. Leve e com aroma cítrico, o que a torna muito refrescante.(Nossa, fiquei com água na boca)

Escolha uma trilha sonora (3 músicas) para acompanhar essa entrevista.

Scarborough fair - cantada por Master of Chant
Vapor Trail - Crystal Method
Question! - System of a Down

Um grande abraço
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