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Sexta, 23 Janeiro 2009 16:35

Feijoada no Frei Tuck

Acompanhando a grande expansão cervejeira no Brasil nos últimos anos a Editora Larousse do Brasil prepara o lançamento da Larousse Da Cerveja (título provisório) , semelhante a Larousse Do Vinho, a obra será de referência estilo enciclopédia e contará um pouco da história da cerveja, ingredientes, fabricação, estilos e outros assuntos relacionados a bebida.

A revisão técnica fica a cargo da mestre-cervejeira Cilene Saorin e colaboração do também mestre-cervejeiro Paulo Schiavetto e do produtor da Falke Bier, de Belo Horizonte, Marco Antônio Falconi. A editora Larousse fará lançamentos consecutivos de julho a outubro em livrarias e bares de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Blumenau.

Uma parte da obra será sobre o movimento das microcervejarias brasileiras, em um total de mais de 60 microcervejarias de diversas regiões do país.

O autor da obra será o cervejólogo Ronaldo Morado.




É isso mesmo! O recorde de compra de maltes foi finalmente concretizado com louvor pela Associação Mineira. No último dia de janeiro 31. A Bier Gourmet cedeu o seu espaço armazenamento e distribuição das duas toneladas de malte nacional e importado que farão as incríveis cervejas artesanais dos próximos meses. Agradecemos ao Felipe Viegas, proprietário do Bier Gourmet pelo apoio e dedicação aos Associados. E que venha, quem sabe, as próximas três toneladas!
Marco Falcone manda avisar:

O que vimos no sábado, durante o lançamento da Carta de Cervejas Especias do Restaurante Paladino foi um autêntico exemplo de como se espalhar, difundir, atrair, encantar e finalmente, consolidar a cultura cervejeira. Pessoas que estavam às mesas, despropositadamente, foram ao restaurante para um almoço normal, de repente são abordadas com uma boa nova: um NOVO mundo, o das cervejas especiais. Muitos atenderam os convites dos garçons e dirigiram-se para a "vendinha" (que local fantástico) e participaram do que chamaria, uma "oficina" sobre as famílias das cervejas, sobre as escolas, sobre a imensidão de aromas, paladares, texturas, retrogostos, harmonizações.

Éramos alguns representantes desta cultura, eu particularmente não poupei esforços para engrandecer o momento, defendendo e explanando cervejas fantástica que nem sequer são fabricadas pela Falke Bier. O Felipe Viegas, aguerrido e guerreiro, lutando e entusiasmando, o Danilo Mendes representando a AcervA e provando a todos que aquelas maravilhas são passíveis de produção em casa. O Marcelo do Paladino irradiando alegria e entusiasmo, A Lícia e a equipe da Gusto, a Patrícia Lapertosa, a Watilla da Bier & Wein e a brigada do Paladino, que dedicação. Notem que estou citando diversas vertentes, todos lutando pelo mesmo objetivo, com uma incrível parceria e amizade. Isto, pessoal, é espírito cervejeiro.

Ao pessoal da Acerva e da Confece que não pôde comparecer, fica aqui uma sugestão para reparar a falta: nos juntemos todos, fretamos um micro ônibus ou uma van e vamos lotar o Paladino em uma próxima quarta ou quinta, prestigiando o rodízio de tira gostos e a magnífica carta de cervejas, afinal é mais um estabelecimento que vem prestigiar e enriquecer o parque de casas da cultura cervejeira em Belo Horizonte. Ganhamos mais um templo, hehehe

Endereco:
Av. Gildo Macedo Lacerda, 300 - Pampulha

Telefone:
(31) 3447-6604

Capacidade:
200 pessoas

Formas de Pagamento:
Cartão de crédito, Cheque, Cartão de débito, Dinheiro

Aceita cartões:
Visa, Diners, Mastercard

Possui:
Estacionamento, Área para fumantes, Música ambiente e acesso para deficientes
Capitaneados pelo ótimo Homebrewer Alfredo Figueiredo, da VM Beer, fizemos a inauguração técnica do Espaço de Degustação e Análise Sensorial de Cervejas, "Hilma e Julio Falcone", recém construído na Falke Bier. O evento foi no último sábado, dia 14 de março de 2009.

O encontro teve o objetivo do treinamento sensorial dos participantes (Alfredo e César- VM Beer, Cristian - Profana, Henrique - Presidente da Acerva Mineira, Alencar - Küd Bier e Frei Tuck, Ronildo e Alan - Krug Bier, Cilas e Marco Antonio - Trovense, Cristiano Lemos, Daniele Luiz Henrique e Marco Falcone - Falke Bier. No apoio, a Arenise, esposa do César, e o Jailson, Auxiliar de Produção da Falke Bier. Registre-se também a presença da Gláucia, esposa do Cristian).

As degustações foram realizadas com o kit The Enthusiast, da Flavor Activ. Este kit simula os 8 defeitos principais especialmente para os homebrewers. Cada defeito tem uma combinação de off-flavors e foi desenvolvido conjuntamente por associações de cervejeiros tal como a American Homebrewers Association. Foram 2 anos de trabalho para chegarem ao kit.

A degustação consiste em misturar o conteúdo das cápsulas do Kit em uma cerveja considerada neutra, usando uma jarra. Depois, é servida em taças e comparadas a uma amostra padrão, sem adição do off-flavor. Na primeira rodada as amostras tem maior concentração. Na segunda, menor.

Ressalte-se também a ótima tradução dos 8 off-flavors pelo Alfredo, além da brilhante condução do curso, e o teste cego com uma "provinha", feita ao final.

Água fresca e pão (ótimos pães de malte, fabricados por Alfredo e Arenise) ajudam na função de lavagem das papilas gustativas.

Há que ressaltar ainda á ótima contribuição que os cursos ministrados pela Mestre Cervejeira Cilene Saorin tiveram para esta iniciação, já que a introdução nesta ciência foi transmitido por ela.

















Sábado, 21 Março 2009 16:32

Aniversário de 2 anos da Confece



Domingo, 08 de maço, o Dia Internacional da Mulher foi marcado pela CONFECE – Confraria Feminina de Cerveja! Um churrasco bacana e uma “Paeja Mineira” caprichada, de dar água na boca feita atenciosamente pelo mestre Gourmet Eduardo Maya. Nas bebidas, naturalmente a presença do Marco Falcone no chope Falke Bier (com direito a tomarmos o tão aclamado OLYMPO), Ana Paula Lebbos com suas cervejas especiais da Backer, a Gusto com a Micro Cervejaria Colorado, as Especiais Schin com Eisenbahn. A sonorização por conta do Clube do LP com músicas nacionais e internacionais dos anos 60, 70, 80 (os caras mandaram e animaram a festa muito bem).

Enfim, muita gente bonita, alegre e divertida. Um evento social e cultural que merece o registro da sua marca: As meninas da CONFECE. Com certeza elas terão um grande desafio pela frente: em 2010 este evento vai TRIPLICAR de tamanho, devido ao seu grande sucesso!

Às meninas da CONFECE um grande abraço e parabéns pelo Dia que vai ficar em nossa memória

Em tempo: Agradeço aos amigos da AcervA Mineira que foram ontem prestigiar o segundo aniversário da CONFECE. Felipe França, Alencar: obrigado!


Há quase dois anos atrás a Smedgård, Cervejaria dos nossos amigos Daniel “Draghenvaard” Gontijo, Paulo Patrus e Rodrigo “Dino” Parisi começou a reproduzir e testar fórmulas de antigas cervejas de acordo com as receitas pagãs e há cerca de 1 ano resolveu refazer suas cervejas por meio do uso de blocos de pedras fumegantes, conhecidas como “Cervejas de Pedra”.



Daniel Gontijo explicou para nós como funcionava esta prática:


“O especial da pedra está em diversos aspectos. O social, o religioso, o histórico, o militar e o gastronômico. Era uma prática que foi descoberta por arqueólogos e historiadores em regiões povoadas e colonizadas por Celtas e Germanos do Norte (Nórdicos). O intercâmbio que se deu entre esses povos no Norte da Europa contribui muito para essa prática, que parece pelos registros que foi passada dos Celtas para os Nórdicos. Basicamente era pegar os blocos de pedra utilizados nas forjas e ferver a água com os grãos de cevada e trigo juntos em valas cavadas no chão, revestidas com madeira e/ou pedras (grandes tanques).


Como eles desconheciam o 'tal do lúpulo', resolveram utilizar mel, ervas de charnecas e pântanos do norte, e flores para 'temperar' a 'cerveja' (mas não era chamada assim na época). Essa 'cerveja antiga e bruta' era conhecida por mioedh, mjöd, mjød, biör, allut, øllut, tabl, etc, de acordo com a língua local... Por essa razão hoje, em sueco, cerveja se escreve ål, em dinamarquês e norueguês øl, olut e alut nos idiomas bálticos e em tablen, em galês."





"A partir daí era produzida uma bebida que servia desde para lavar utensílios, tratar infecções até festividades, comemorações, rituais, et cetera... Existe uma lenda que os famosos guerreiros berserkiir se embreagavam com mjödh antes de ir para as batalhas e não sentirem os ferimentos... mas mjödh também foi traduzido como Hidromel de acordo com as Sagas Escandinavas de Snorri Storlusson, o autor dos Edas e das poesias escáldicas de mais ou menos 1200 DC, na Islândia. É importante frisar que hidromel não é o mesmo que cerveja, apesar de algumas traduções antigas considerarem o mesmo nome... Não tenho referências sobre teor alcoólico, mas eram descritas como cervejas muito fortes. E como os blocos de pedra ficavam em uma temperatura altíssima, quando os jogavam no líquido o deixava extremamente caramelisado, dando um corpo jamais visto antes nos líquidos do norte, bem oleoso e licoroso..., repleto de 'açúcar quebrado' e com grande potencial alcoólico."

"Indícios dessas práticas já foram encontrados em escavações arqueológicas em regiões remotas dos interiores da Noruega, Suécia, Dinamarca, Escócia, Irlanda, Ilhas Oerkeney, norte da Inglaterra e até em regiões do Báltico (antiga Livônia, Estônia, Letônia), entre as Idades do Bronze e do Ferro da Europa Setentrional. A Idade do Bronze começou antes nas Ilhas Britânicas e na Irlanda, depois alcançou a Escandinávia. .. mas os testes de Carbono 14 comprovaram que essas técnicas forarm utilizadas entre 1.800 AC e 1.000 DC, tempo concomitante com essas Eras no Norte Europeu."

"E é importante destacar que não era uma prática de grandes aglomerados urbanos, mas sim do homem do campo, os quais os romanos chamaram mais tarde de pagani (paganus em singular, pagão em português) e de 'bárbaros'."



Cerveja e Porco guiam a minha vida!

"A última garrafa de Smedgård Stonewood Ale que fizemos com blocos de pedra foi aberta na semana passada... e o mais bizarro que ela estava guardada há 8 meses", diz Daniel. "Estava melhor do que nunca, graças ao Patrus, que encontrou essa jóia escondida na adega em sua morada, pude sentir novamente o gosto de uma nas únicas cervejas feitas sem lúpulo do mundo, que é das Minas Gerais, terra das primeiras forjas do Brasil!! Nossa homenagem é explícita à nossa terra, aos nossos antepassados e aos pagãos que difundiram esse conhecimento transcedental!"

Entenda o significado de Smedgård

'Smed' = Forja, Fundição, Forjaria (em norueguês)
'Gård' = Terra, região, lugar, terreno, fazenda, estância
Terra das Forjas = Minas Gerais, terras das forjas do Brasil

Smedgård, uma união do passado dos celtas e nórdicos com o passado e presente de Minas.

Em 2008 a Smedgård foi campeã do Concurso Artesamalt de Cervejas Inglesas de Minas Gerais e ficou em terceiro e quinto lugar do Concurso Nacional de Cervejas, nas categorias Inglesa e Belga respectivamete.

Hill Smedgård, i kamp med Hvitte Krist!
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