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Domingo, 09 Maio 2010 23:02

Geraminas Dinamizar

Caderno Legislativo de Tributos - "Série Legis 18"
Estado cria GERAMINAS DINAMIZAR

O novo programa tem como objetivo facilitar o acesso ao crédito para micro, pequenas empresas e cooperativas de produção e comercialização, promovendo o desenvolvimento econômico e social de municípios menores.Os recursos serão disponibilizados pelo FUNDESE – Fundo de Fomento e Desenvolvimento Socioeconômico do Estado de Minas Gerais para serem utilizados no financiamento do capital de giro, de investimento fixo ou misto.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de atribuição que lhe confere o inciso VII do art. 90, da Constituição do Estado, e tendo em vista o disposto na Lei nº 11.396, de 6 de janeiro de 1994, e no Decreto nº 44.586, de 27 de julho de 2007, DECRETA:


Art. 1º – Fica criado, no âmbito do Programa FUNDESE – GERAMINAS, o GERAMINAS DINAMIZAR, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito por parte de empresas de micro e pequeno porte e cooperativas de produção, para promover o desenvolvimento econômico e social de municípios mineiros localizados nas regiões de reduzido dinamismo econômico e daqueles abrangidos pelo Programa Estruturador Travessia, com a utilização de recursos do Fundo de Fomento e Desenvolvimento Socioeconômico do Estado de Minas Gerais – FUNDESE.

§ 1º – O GERAMINAS DINAMIZAR terá validade de um ano, contado da data da publicação deste decreto.

§ 2º – As operações do GERAMINAS DINAMIZAR poderão ser contratadas até a data limite de sessenta dias após a publicação deste Decreto.

Art. 2º – Poderão ser beneficiárias do GERAMINAS DINAMIZAR:

I – as empresas de micro e pequeno porte; e II – as cooperativas de produção e comercialização. Parágrafo único – Para fins do deste decreto, consideram-se: I – empresas de micro e pequeno porte aquelas que, em seu último exercício fiscal, tenham apresentado receita bruta anual igual ou inferior aos valores fixados para as respectivas categorias, nos termos da Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006; e II – cooperativas de produção e comercialização as pessoas jurídicas regularmente constituídas, conforme definição de normas internas do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. – BDMG, cujos estabelecimentos, objeto do financiamento, estejam localizados em municípios mineiros das regiões Norte de Minas, Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce e os abrangidos pelo Programa Estruturador Travessia.

Art. 3º – Constituem requisitos para o enquadramento no Programa aqueles estabelecidos em lei, em especial: I – a comprovação de estar em atividade há pelo menos seis meses na data do protocolo do pedido de financiamento; II – o protocolo de pedido de financiamento, efetivado pela ordem de entrada, no agente financeiro; III – a apresentação de documento hábil que comprove o enquadramento do proponente no regime tributário simplificado e diferenciado, instituído pela Lei Complementar Federal nº 123, de 2006; e IV – a apresentação de documento hábil que comprove a regularidade do proponente nos âmbitos fiscal, previdenciário e ambiental. Parágrafo único – Caberá ao BDMG, na condição de agente financeiro do FUNDESE e mandatário do Estado, deliberar quanto à aprovação do pedido de financiamento e à contratação da operação correspondente, condicionadas à manutenção dos requisitos para o enquadramento e de parecer favorável de análise cadastral, jurídica e econômico-financeira.

Art. 4º – Os recursos do GERAMINAS DINAMIZAR serão utilizados para financiamento do capital de giro, de investimento fixo e de investimentos mistos, observados, conforme a modalidade de financiamento adotada, os critérios e condições específicos estabelecidos nos arts. 5º ou 6º e o seguinte: I – as operações: a) terão valor mínimo de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) e máximo de R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); b) não poderão ultrapassar vinte por cento do faturamento contábil dos doze meses anteriores à data do protocolo do pedido de financiamento; c) no valor de até R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) serão adotadas apenas para financiamento do capital de giro; d) em valor superior a R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), observados os limites máximos definidos no inciso I deste artigo e no inciso I do art. 5º, poderão ser efetivadas em qualquer das modalidades definidas no caput; II – o financiamento concedido em qualquer das modalidades observará as seguintes condições gerais: a) a taxa de juros será de 12% a.a. (doze por cento ao ano), nela incluída a comissão do agente financeiro, de 3% a.a. (três por cento ao ano), aplicada sobre o saldo devedor atualizado e cobrada juntamente com as parcelas de amortização, ficando o agente financeiro autorizado a aplicar a taxa de 9% a.a (nove por cento ao ano), sempre que a prestação for quitada em dia; b) o reajuste monetário será equivalente à variação total do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apurado e divulgado pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, com redutor de 100% (cem por cento) na adimplência; c) a taxa de abertura de crédito será de 1% (um por cento) sobre o valor do financiamento, descontada no ato da liberação da primeira ou única parcela e creditada a favor do agente financeiro, para pagamento das despesas de processamento e de tarifas bancárias do Programa, podendo ser considerada item financiável no âmbito do Programa; III – serão exigidas garantias reais ou fidejussórias, isoladas ou cumulativas, a critério do agente financeiro; e IV – as liberações relativas aos contratos firmados dar-se-ão segundo a ordem de protocolo dos pedidos de financiamentos em condições de receber os recursos, respeitada a disponibilidade de caixa do GERAMINAS DINAMIZAR. Parágrafo único – Consideram-se investimentos mistos os investimentos fixos acrescidos do capital de giro associado.

Art. 5º – O financiamento na modalidade capital de giro observará o disposto no art. 4º e as seguintes condições específicas: I – será limitado a um valor máximo de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais); e II – o prazo total será de no máximo vinte e quatro meses, incluída a carência, que será de até três meses, a critério do agente financeiro.

Art. 6º – O financiamento nas modalidades investimento fixo ou investimentos mistos observará o disposto no art. 4º e as seguintes condições específicas: I – será limitado a oitenta por cento do valor total do projeto; II – o valor da parcela de financiamento destinada ao capital de giro associado será equivalente a até cinquenta por cento do investimento fixo realizado e a realizar, calculado conforme o disposto no § 1º; III – a contrapartida de recursos próprios da beneficiária será de pelo menos vinte por cento do valor total do projeto; e IV – o prazo total será de até trinta e seis meses, incluídos até três meses de carência.

§ 1º – Considera-se, para efeito do cálculo do valor total do projeto, o somatório dos investimentos fixos a realizar, dos investimentos fixos comprovadamente realizados nos seis meses anteriores à data do protocolo do pedido de financiamento, a critério do agente financeiro, e o capital de giro associado, conforme disposto no inciso II.

§ 2º – Os itens dos investimentos fixos, passíveis de financiamento no âmbito do GERAMINAS DINAMIZAR, serão definidos pelo agente financeiro.

§ 3º – Nos casos de operações relativas à aquisição de imóveis comerciais, conforme disposições específicas do agente financeiro, o prazo total poderá ser de sessenta meses, independentemente do valor do financiamento, com período de carência limitado a três meses.

Art. 7º – Poderá ser concedido novo financiamento no âmbito do GERAMINAS DINAMIZAR a beneficiário com contrato em vigor no âmbito de qualquer programa com recursos do FUNDESE, desde que: I – o beneficiário não tenha incorrido em inadimplemento técnico ou financeiro durante a vigência do contrato; II – já tenham sido cumpridos, no mínimo, cinquenta por cento do prazo contratual; e III – o valor do novo contrato somado ao saldo devedor remanescente do contrato em vigor não ultrapasse trinta por cento do faturamento, devidamente comprovado, dos últimos doze meses do estabelecimento objeto do financiamento.

§ 1º – Para efeitos do disposto no inciso I, considera-se como inadimplemento financeiro o atraso superior a trinta dias no pagamento de prestação.

§ 2º – A critério do agente financeiro, a condição definida no inciso II do caput poderá ser dispensada ou ter seu limite reduzido, nos casos em que o objeto de um dos contratos for a aquisição de imóvel comercial.

Art. 8º – São recursos do GERAMINAS DINAMIZAR os retornos de financiamentos do FUNDESE, limitados a R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais), observada a legislação vigente e o cumprimento do cronograma orçamentário e financeiro de liberações dos demais programas sustentados pelo Fundo. Parágrafo único – As despesas do programa correrão à conta da dotação orçamentária 4111 23 691 040 4 175 durante o exercício de 2010.

Art. 9º – O beneficiário do GERAMINAS DINAMIZAR sujeita-se ao disposto nos arts. 7º, 8º e 9º do Decreto nº 44.016, de 26 de abril de 2005, que contém o Regulamento do FUNDESE. Parágrafo único – Sem prejuízo das penalidades de que trata o caput, no caso de inadimplemento, o beneficiário do GERAMINAS DINAMIZAR e seus coobrigados ficarão impedidos de obter novo financiamento do FUNDESE: I – por um período mínimo de seis meses, contados da data da quitação final da dívida; ou II – por um período mínimo de três anos, contados da data da quitação final da dívida, no caso de propositura de execução judicial.

Art. 10 – Aplicam-se ao BDMG, na condição de gestor, agente financeiro, mandatário do Estado e ordenador de despesas do FUNDESE, as competências previstas nos arts. 11 e 12 do Decreto nº 44.016, de 2005. Parágrafo único – O BDMG dará a devida publicidade à atualização dos limites de enquadramento das microempresas, pequenas empresas e cooperativas beneficiárias do Programa, tão logo sejam corrigidos e divulgados pelo órgão competente.

Art. 11 – As competências dos demais agentes da administração do GERAMINAS DINAMIZAR são as definidas no Decreto nº 44.016, de 2005.

Art. 12 – Normas operacionais complementares, quando necessárias, serão estabelecidas pelo BDMG em ato próprio.
Art. 13 – Os índices de atualização monetária adotados neste decreto poderão ser substituídos por outros na eventualidade de sua extinção ou de determinação federal, inclusive nos casos de contratos em vigor.

Art. 14 – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. (Antonio Augusto Junho Anastasia; Danilo de Castro; Renata Maria Paes de Vilhena; Sérgio Alair Barroso).
Segunda, 10 Maio 2010 20:47

Clube do LP


Quinta, 13 Maio 2010 00:37

Agromalte








Sawubona, pessoal!

Dando sequência aos posts sobre cervejas na África do Sul, vamos dar uma passadinha na Cidade do Cabo. Quando estive lá, tive a oportunidade de visitar o famoso V&A Waterfront, uma espécie de píer, onde encontramos barcos, restaurantes, lojas, música ao vivo e vistas maravilhosas do mar e da Table Mountain.

Logo na entrada desse lugar, já podemos ter uma bela surpresa, um brewpub chamado Mitchell's. Lá dentro encontramos um ambiente típico de pub, onde você pode ser servido direto no balcão e paga na hora. Se preferir, pode também sentar em alguma mesa no segundo andar e pedir algum petisco pra comer com as cervas (recomendo as pizzas) enquanto assiste a um jogo de rugby na telly.

A decoração também é muito legal, variando de artigos cervejeiros até bandeiras de diversas nacionalidades. Vale a pena dar uma volta no estabelecimento e descobrir o que está espalhado por lá, hehe.

No cardápio, seis tipos de chopp, produzidos por eles mesmos. Pelo que pude notar, a tendência da produção está mais para a escola inglesa, com ales lupuladas e com presença marcante do malte (o nome do lugar também denuncia isso, haha). Eu tive a oportunidade de provar três deles, frescos e direto do barril. Provei o Milk & Honey, o Forester's Draught e o temido Old Wobbly de 11% de álcool (teor respeitosamente equilibrado). Gostei muito das três, já que não consigo esconder minha paixão pela escola inglesa. As descrições dos choppes na carta também são um divertimento à parte, muito bacana (foto abaixo).

Um passeio muito legal pra quem vai visitar essa cidade maravilhosa. Quem vai na África do Sul deve ir na Cidade do Cabo. E quem vai na Cidade do Cabo definitivamente deve ir no Mitchell's!

Cardápio de choppes


Vai um chopp aí?


Para saber mais: http://www.mitchellsseafront.co.za/index.htm
Terça, 18 Maio 2010 19:15

Expocachaça


CERVEJAS ARTESANAIS GANHAM AINDA MAIS DESTAQUE NA EXPOCACHAÇA


Minas Gerais já é o segundo maior produtor de cervejas e chopes artesanais do Brasil. Durante a Feira visitantes poderão apreciar cerca de 200 rótulos de cervejas nacionais e importadas.

O mercado das cervejas artesanais está em franca expansão em todo o mundo. Nos Estados Unidos e Europa este crescimento já é fortemente percebido. O mesmo tem acontecido no Brasil e, especificamente, em Minas Gerais, que já é o segundo maior produtor de cervejas e chopes artesanais do Brasil e que tem previsão de crescimento na produção deste ano de 25%, segundo o Sindbebidas - Sindicato das Indústrias de Cervejas e bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais.

Acompanhando esta tendência mundial, a 13ª edição da Expocachaça, traz novamente o “Espaço Bier Show”, com o universo das cervejas artesanais nacionais e importadas. Serão cerca de 200 rótulos para a apreciação do público da Feira, como conta o Diretor de Marketing da Expocachaça, José Lúcio Mendes. “Temos a presença de várias marcas de cerveja artesanal, a grande maioria associadas do Sindbebidas- FIEMG, entre elas, Siegen, Backer, Wals, alem da Acerva, Krug Bier, e marcas como Kaiser, Heineken, Xingu e a Casa do Cervejeiro com o seu portfólio de marcas.

Para Marco Falcone, sócio e cervejeiro da Falke Bier, Diretor do SindBebidas/ FIEMG e também Diretor Consultivo da Acerva Mineira – Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais, a Expocachaça tem papel de grande importância no cenário cervejeiro atual, e já se consolidou como um dos maiores eventos do país. “Participamos das últimas quatro edições e não há nada que compare como vitrine fabulosa que é. No último ano tivemos uma mesa redonda que discutiu as oportunidades e problemas do setor, reunindo importantes nomes nacionais do setor cervejeiro. Este ano pretendemos repetir o fórum. Cabe observar que a Expocachaça foi a primeira iniciativa no sentido de reunir todas as cervejas artesanais de Minas em um único evento”, destaca Falcone. José Lúcio Mendes da Expocachaça concorda relembrando que há quatro anos e meio, reunir duas ou três empresas mineiras produtoras de chopes artesanais para participarem de um evento, era algo impensável, já que, nesta época, pouquíssimos empreendimentos deste tipo existiam no Estado. “Hoje, a situação mudou substancialmente e, somente na região de Belo Horizonte e seu entorno, já temos sete micro cervejarias fabricando excelente chopes artesanais”, destaca Mendes.

O cervejeiro, Marco Falcone, compara ainda a qualidade das cervejas artesanais com as cachaças. “O consumidor mineiro é bastante exigente, daí o sucesso das cachaças de qualidade produzidas em Minas. Com o surgimento das cervejas especiais, também marcadas pela qualidade, a resposta do público foi bem positiva e o espaço se abriu prontamente. O crescimento do setor tem sido intenso e acelerado. É que as pessoas que descobrem como uma cerveja pode ser diferenciada, intensa, e passam a espalhar a boa nova. Some-se a isto os esforços que temos feito no sentido de formar cultura cervejeira, através de cursos, concursos, palestras, degustações, análises sensoriais e harmonizações dirigidas”, reforça Falcone que completa dizendo que o cenário atual é extremamente favorável, “pois além do crescimento observado em termos de público consumidor, novos empreendedores estão aderindo e em breve teremos mais cervejarias artesanais formulando excelentes cervejas”, prevê.

Durante a 13° Expocachaça a Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais terá um estande institucional, com informações de como fazer sua própria cerveja. A Associação vai destacar os seus homebrewers (home = casa e brew = cerveja), pessoas que tem como hobby fabricar sua cerveja em casa, de modo artesanal. Os homebrewers elaboram suas próprias receitas e recorrem a leituras especializadas para aprimorarem suas receitas e técnicas de fazer cerveja. Marco Falcone destaca que este movimento é de fundamental importância, já que é a fase embrionária das micro cervejarias.

Segundo o presidente da Instituição, Henrique Oliveira, estes “produtores caseiros” são reconhecidos como parceiros e formadores de opinião pelos produtores de cerveja artesanal do mercado nacional.

Os visitantes da 13° edição da Expocachaça vão poder explorar ainda mais o mundo das cervejas visitando o “Espaço Bier Show” na 13ª. Edição da Expocachaça no Expominas, belo horizonte, Minas Gerais, de 28 de maio a 01 de junho de 2010.

SERVIÇO_________________________________________________________
13° EDIÇÃO DA EXPOCACHAÇA
Data: 28 de Maio a 01 de Junho de 2010
Horários:
28 de maio, sexta-feira, de 17h as 24h
29 de maio, sábado, de 12h as 24h
30 de maio, domingo, de 10h as 24h
31 de maio, segunda-feira, de 12h as 24h
01 de junho, terça-feira, de 12h as 22h. ( Encerramento)
Local: Expominas, dentro da 6° edição da SuperAgro Minas.
Endereço: Av. Amazonas, 6.030 – Bairro Gameleira
Ingresso: R$15,00 (quinze reais)
Informações: http://www.expocachaca.com.br/

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA___________________________________
PESSOA Comunicação e Relacionamento
Contato: (31) 3485-7875 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Erika Pessoa (31) 9347-3993 ou Iaçanã Woyames (31) 9226-8697 ou (31) 8437-6032
Sawubona, moçada! Imagine você viajando pelo nordeste da África do Sul, com a sua BMW alugada em meio a uma paisagem estonteante de montanhas e brumas dignas de um filme épico. De repente você passa em uma estrada secundária e dá de cara com uma placa dizendo que você acaba de passar por um brewpub, o mais alto do continente africano. Foi isso que aconteceu comigo enquanto fui visitar a famosa formação natural chamada de "God's Window" (levanta a mão quem lembrou daquele filme Os Deuses Devem Estar Loucos). Resolvemos (meus amigos e eu), na volta do passeio, dar uma paradinha na cervejaria, que na verdade é uma combinação de pousada e brewpub em um mesmo lugar. No andar de baixo, logo na entrada, funciona o bar e atrás dele está uma sala de médio porte, onde a mágica acontece. É um ambiente rústico, com uma lareira no meio e vários objetos de decoração, como moinhos de cereais, espalhados. Assim como no Mitchell's, a fabricação segue a escola inglesa, inclusive o dono/brewmaster é da "terra da Rainha". A bebida é oferecida de duas maneiras, direto do barril no bar e em garrafas pet de 1L. Eu levei umas duas garrafas pra casa, depois de tomar 1 pint tirado fresco. As garrafas ainda possuem leveduras, e são chamadas de "live beer" no contra-rótulo. No dia, o único chopp disponível era o "Digger's Draught". Uma ale clara, de corpo médio, lupulada e super refrescante. Drinkability nas alturas (perdoem o trocadilho, hehe). Uma pena ter ficado pouco tempo lá e só ter experimentado somente um chopp. Mas, de qualquer maneira, foi uma bela surpresa pra quem estava de passagem. Se visitar a África do Sul e for ao Kruger Park, não deixe de dar um pulo na Hops Hollow. A cerveja é boa e a pousada definitivamente parece aconchegante. Para saber mais: http://www.hopshollow.com/ Fotos do local:
Visão geral do bar
Sala de brassagem/fermentação
Os sensacionais rótulos dos chopps
Os três chopps da casa envasados em pet
Terça, 25 Maio 2010 17:53

Copa do Mundo

A Guerra das Cervejas na Copa
Robb M. Stewart
The Wall Street Journal, de Soweto, Africa do Sul
A Budweiser, cerveja oficial da Copa do mundo desde 1986, decidiu ceder mando o de campo para os concorrentes na competição deste ano, que começa em 11 de junho na Africa do Sul.
A fabricante da Budweiser, a Anheuser-Bush Inbev NV, sediada na Bélgica, optou por conquistar os milhões de torcedores que vão assistir os jogos pela televisão. Nos mercados em que a Budweiser não tem muita presença, a AB Inbev vai promover suas marcas mais conhecidas como a Brahma, no Brasil, a Harbin, na China; e a Hasserörder na Alemanha. Calcula-se que a empresa gastou cerca de US$ 50 milhões na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
Seu maior concorrente e já lider na África do Sul, a SabMiller PLC colocará peruas nas ruas do país para que bares e restaurantes não fiquem sem cerveja, especialmente a popular Castle Lager, patrocinadora da seleção sul-africana. A SABMiller espera vender durante a Copa do Mundo 6% a mais que o normal na época. O consumo per capta da Africa do Sul é de cerca de 60 litros por ano, ante a média africana de 6 litros. Na Europa, chega a 100 litros per capta.
A Holandesa Heineken NV, veterana patrocinadora do futebol europeu, abriu oficialmente este ano sua primeira cervejaria sul-africana. Ela também está ajudando os bares locais a montar o estoque de cerveja para a copa.
Fonte: Valor Economico, 24 de maio de 2010.
Terça, 25 Maio 2010 22:12

ACervA Paranaense


Cervejeiros realizam 2º Encontro Regional em Vitorino no final de semana

A produção de Cerveja Artesanal ou Home Brew é um hobby para muitos, "mais de dois milhões só nos EUA", é um movimento que cresce com grande velocidade mundialmente e principalmente no Brasil, e nada mais é que produzir sua própria cerveja em casa. Somente no Paraná a ACERVA-PR (Associação dos Cervejeiros Artesanais do Paraná) já tem mais de 200 membros registrados.


O processo de produção de cerveja é relativamente simples e não requer equipamentos sofisticados. Uma excelente cerveja pode ser produzida com 90% de conhecimento e matéria prima e 10% de equipamento. Sendo assim, a cerveja se apresenta como uma das poucas bebidas que podem ser produzidas em casa de forma artesanal, mesmo com um equipamento simples, conseguindo um produto com qualidade igual ou superior às industrializadas, sem falar na imensa variedade de estilos que podem ser elaborados.

No encontro reuniram-se cervejeiros de Vitorino, Pato Branco, Palmas, Dionísio Cerqueira, São Lourenço do Oeste e Barracão. Foram degustadas cervejas de produções próprias de diversos estilos, com destaque para as cervejas que serão enviadas para o concurso nacional promovido pela ACERVA Gaúcha, que acontecerá no primeiro final de semana do mês de Junho em Porto Alegre - RS. Durante o encontro aconteceu também a produção de uma cerveja comemorativa do encontro, um clone da cerveja belga Hoegaarden, com a participação de todos os cervejeiros no processo.

O processo de produção se inicia com a seleção de maltes, lúpulo e levedura, formando uma receita que se juntará a água para a produção da cerveja. Inicialmente é feita a moagem dos maltes, que vão para a panela onde são cozidos obedecendo uma seqüência de temperaturas e tempos para que se possa extrair os açúcares dos grãos que serão transformados em álcool durante a fermentação. Após o cozimento este líquido (mosto) é filtrado e levado para fervura. É durante a fervura que são adicionados os lúpulos que darão aroma e amargor à cerveja. Uma vez fervido por pelo menos uma hora este mosto é resfriado e o fermento é inoculado, ficando sob temperatura controlada por 7 a 10 dias onde ocorre a fermentação. Mais 10 dias para a maturação e 10 dias para a fermentação secundária na garrafa e a cerveja está pronta para ser bebida.

Nestes encontros, a troca de informações e de técnicas de produção são o ponto alto. Por tratar-se de uma arte culinária, cada cervejeiro tem seu modo de preparo e a troca de experiências ajuda na elaboração de um produto cada vez melhor. O primeiro encontro aconteceu em março deste ano em Dionísio Cerqueira/Barracão e o próximo está marcado para o mês de julho em Palmas.

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