Aconteceu entre os dias 20 e 23 de junho, na cidade de Vitória-ES, o XIV Encontro Nacional das ACervAs. Entre a programação, foram realizadas palestras, passeios e o julgamento das 650 amostras de cervejas, dos mais diferentes estilos, enviadas para oconcurso.

Associados de quase todos os Estados estiveram presentes e aproveitaram parte do encontro para confraternizar e apreciar os pontos turísticos, pubs locais, o churrasco promovido pela ACerva Gaucha e a tão esperada festa de encerramento para a premiação das cervejas.

Muito bem representada, a ACervA mineira não ficou para trás e fez bonito. Trouxe três medalhas de ouro e uma de prata.

Ouro:   Fruit and Spice Beer – Aru Moscow Mule, Eduardo Aroeira;
             Onyris Ryewine – AlternativeGrain Beer, Mauro Bonaccorsi e
             Belgian Blondie – BelgianBlond Ale, Victor Bertu.

Prata:  Belgian Pale Ale – Tucano, Jefferson Brandão

Fruit and Spice Beer – Aru Moscow Mule, Eduardo Aroeira

Associado há pouco mais de três meses, Victor Bertu conseguiu seu primeiro reconhecimento conquistando uma medalha de ouro no Nacional. “São cinco anos fazendo cerveja e esse foi meu primeiro concurso. Confesso que eu andava meio estagnado como cervejeiro e essa medalha me deu “gás” para retomar meus estudos. Certamente irei participar de mais concursos a partir de agora”, afirma Bertu.

Belgian Blondie – Belgian Blond Ale, Victor Bertu

Jefferson Brandão acreditou e insistiu na receita. Fez o estilo na sua terceira brassagem – hoje são 50. “Percebi que os amigos que a experimentaram gostavam muito e vi a oportunidade de melhora-la mais a cada produção. O Curso de Sommelier me ajudou muito na análise sensorial, detectando qualidades e defeitos em minhas cervejas”, acredita Jeffferson. “Foram várias tentativas para arredondar a breja e conquistar a prata no Nacional. Esta mesma cerveja ganhou Ouro no FICC 2018 e sabia que ela tinha potencial para voos mais altos”, acrescenta.

Belgian Pale Ale – Tucano, Jefferson Brandão

Acerviano de longa data, Mauro Bonaccorsi resolveu pensar fora da caixinha e inovou. Segundo ele, o Guia de Estilos BJCP contempla os estilos English Barleywine, American Barleywine (releitura do estili inglês, com lupulagem mais assertiva de amargor, aroma e sabor) e Wheatwine (versão do estilo americano, com substituição de 50% do malte de cevada por malte de trigo, na composição de grãos da receita da cerveja). Com isso, substituiu 50% de malte de cevada por malte de centeio. “Chamamos de Ryewine. Como o guia de estilos não reconhece como estilo, nós inscrevemos no estilo Alternative GrainBeer. É uma cerveja cujo processo de brassagem é dificultoso, porque a mosturaçãode malte de centeio desprende enzimas pegajosas, que obstruem a passagem domosto na cama de grãos. Usamos casacas de arroz na cama de grãos, mas ainda assim, foi trabalhosa a mostura”, explica. Para produzir a cerveja, Mauro contou com a participação importante de outros cervejeiros: Danny, Marcão e Jonas Geiss. “A conquista da medalha só motiva a fazermos outras cervejasjuntos. É um time campeão!”, enaltece os amigos.

Onyris Ryewine – Alternative Grain Beer, Mauro Bonaccorsi

O próximo encontro está confirmado para Brasília, em 2020, e a ACervA Mineira espera invadir a capital do país com um número bem superior de amostras – comparado a 2019 – e “papar” muito mais medalhas. Agora é planejar, acertar as receitas e brassar.