Projeto encaminhado à Câmara Municipal deve garantir a formalização e atração de novas marcas para o município

Tatiana MoraesDo Hoje em Dia – 26/09/2011 – 08:10
 
 
 Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pode se transformar na Munique mineira. Um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura da cidade à Câmara Municipal incentiva o desenvolvimento dos produtores artesanais de cerveja. Se for aprovado, a previsão é de que haja movimento de formalização e de atração de novas empresas do setor.
Atualmente, 11 marcas são fabricadas em pequena escala no município. O destino da bebida é, prioritariamente, o consumo próprio. Quando há venda, os amigos são os principais compradores. Outras três cervejarias são formalizadas. “A cidade possui potencial para iniciar um roteiro cervejeiro. O projeto vai beneficiar tanto os produtores quanto o município”, afirmou a assessora de Projetos Especiais do Departamento de Turismo da Prefeitura, Tatiana Pessoa.
De acordo com o diretor do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Marco Antônio Falcone, o aumento de renda da população, verificado nos últimos anos, impulsionou a produção de cerveja artesanal no país. De um lado, permitiu que os artesãos investissem mais no negócio, melhorando a qualidade da bebida. De outro, fez com que os consumidores conhecessem as cervejas gourmet, mais elaboradas, com aromas e sabores únicos.
Além de diretor do Sindibebidas-MG, Falcone é dono da Falke Bier, microcervejaria formalizada, localizada em Ribeirão das Neves. Por mês, ele produz 12 mil litros da bebida e vende para diversos estados do país. Com o incentivo da prefeitura de Nova Lima, ele afirma que já pensa em investir no município. O objetivo é fazer parte da rota da cerveja. “Hoje a fábrica tem 240 metros quadrados. Vamos aumentar para 800 metros quadrados”, afirmou.
Com produção menor do que a de Falcone, o mestre cervejeiro Alfredo Figueiredo, proprietário da VM Beer, faz, em casa, cerca de 600 litros de cerveja por mês. Se o projeto enviado à Câmara for aprovado, ele afirma que irá formalizar o negócio e ampliar a produção para 2 mil litros. “Demanda e interesse nós temos. Falta incentivo”, disse.
Para o proprietário da Essebier, Sérgio Lima, a legislação vigente trata o produtor artesanal e as grandes indústrias da mesma maneira, o que é um erro. Para que uma cervejaria receba permissão para funcionar, ela deve estar instalada em área industrial. Como a produção artesanal é realizada, na maioria dos casos, em casa, há um desestímulo à produção.

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