Schincariol estuda venda de controle
por Vanessa Adachi, Daniele Madureira e Cynthia Malta

A sul-africana SABMiller, a holandesa Heineken e a dinamarquesa Carlsberg, três grandes grupos cervejeiros multinacionais, mantêm conversações para adquirir o controle da Schincariol, segunda maior empresa do setor no Brasil. O banco BTG Pactual prepara uma oferta pública inicial de ações da Schin, mas, paralelamente, a companhia começou a ser abordada por grupos interessados no atrativo mercado brasileiro de bebidas – está em jogo uma fatia de 10%. O processo, entretanto, ainda é preliminar e pode ser concluído tanto com a venda quanto com a abertura de capital.

Adriano Schincariol e seu irmão Alexandre, são os controladores da empresa com 51% do capital. Seus primos detêm os demais 49%. Como não há acordo de acionistas, esse ramo da família é minoritário na companhia e teria contratado o Banco Morgan Stanley para tratar dos seus interesses separadamente.

Nas contas de um grupo interessado na Schincariol, a companhia poderia valer entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões. Mas os controladores da Schin têm sinalizado ambicionar um valor bem maior, algo superior a R$ 10 bilhões.